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Palavra do Reitor

Interiorização: caminho para a emancipação

Fiel à sua vocação de expandir cada vez mais suas ações para maranhenses que habitam este imenso e profícuo estado, a Universidade Federal do Maranhão deu recentemente importantes passos nesse sentido em relação aos moradores das regiões Sul e Baixada maranhense, onde foram apresentadas as maquetes dos prédios que sediarão os cursos de Medicina nas cidades de Pinheiro e Imperatriz, além da consolidação das diversas reformas e ampliações que estão sendo feitas nos Câmpus para comportar as novas atividades.  Com orgulho, anuncio que em breve teremos os primeiros médicos maranhenses formados não apenas em São Luís, mas homens e mulheres que, com sotaques diferentes de nossa capital, farão a diferença na árdua missão de salvar vidas e aliviar males em cidades que um dia sequer sonharam com tamanho avanço.

Foram dois momentos históricos que reforçaram os laços da UFMA com essas regiões, onde a Instituição já mantém cursos de graduação presenciais regulares, na modalidade à distância e cursos de formação continuada em áreas estratégicas do conhecimento, funcionando nos três turnos. Em Imperatriz, nessa mesma ocasião, foi implantado o mestrado em Ciências Materiais, o primeiro da Região Tocantina.

Não apenas essas como também ainda muitas outras - cujo espaço não permite que sejam detalhadas - fazem parte do projeto de interiorização que vem sendo desenvolvido pela UFMA há quase seis anos ininterruptos em todo o Maranhão, em parceria com o governo estadual; com as prefeituras municipais e com as bancadas parlamentares.

Para além de ser o maior projeto de interiorização entre aqueles que já foram realizados pelas Instituições de Ensino Público na região Nordeste, o esforço empreendido pela nossa universidade tem resultado numa mudança de mentalidade dentro da própria academia, ocasionando uma valorização maior do ensino, da pesquisa e da extensão.

Não bastasse a riqueza dessa tríade, a UFMA avança pelo interior do Estado do Maranhão proporcionando geração de emprego e renda para diversos negócios que orbitam em torno de uma universidade; leva a possibilidade de realização de sonhos para jovens que não vislumbravam nenhuma chance de sair de suas terras para estudar, pelos mais diversos motivos; orgulha e engrandece uma região inteira que assiste ao nascimento de profissionais, mestres, doutores e se encanta com a mudança de mentalidade da sociedade que a forma, sabedora de que um futuro melhor a aguarda.

Também destaco para comentar mais amiúde entre os efeitos desse processo a fixação dos docentes, discentes e técnico-administrativos nos Câmpus do continente como uma opção de vida e não apenas de trabalho temporário. Para que isso pudesse se tornar realidade, foi necessário criar novas infraestruturas de acesso com salas de aulas e laboratórios climatizados; garantir assistência estudantil; implantar ou ampliar as bibliotecas gerais e setoriais; adquirir equipamentos sofisticados de apoio aos cursos e às pesquisas; estimular o lançamento de editais para projetos de extensão e pesquisa; facilitar o intercâmbio científico; apoiar os eventos em todas as áreas do conhecimento; incentivar a produção acadêmica; aumentar e qualificar os cursos de pós-graduação no Continente e, principalmente, promover qualificação permanente de todo o corpo discente, docente e de técnico-administrativos.

Reconheço ainda o papel fundamental que desempenha a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – Andifes, como a representante oficial das universidades federais no diálogo com o governo federal, e como propiciadora de espaço de interlocução com as associações de professores, de técnico-administrativos, de estudantes e com a sociedade em geral. Com a missão de assistir a 59 universidades federais, tem desempenhado com desvelo o apoio e o incentivo à expansão das universidades, na certeza de que a promoção do conhecimento, por si só, é o primeiro passo para o desenvolvimento econômico, social e cultural das regiões mais carentes de nosso país, justamente para que possam superar as adversidades herdadas de séculos de atraso e desvalor à educação.

Sou consciente de que muito ainda falta ser feito para que as mudanças possam transformar os índices de desigualdade social e econômica do Maranhão. Mas lembro do que adverte Fernando Pessoa:Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. 

É nessa linha que procuramos pactuar nosso trabalho diariamente, no afã de que chegue um dia em que cada família maranhense possa se orgulhar de ter pelo menos um membro seu com um diploma universitário. E de preferência, que seja da Universidade Federal do Maranhão, ou melhor ainda, num curso próximo de sua residência.

Doutor em Nefrologia, reitor da UFMA, membro do IHGM, ACM e AMC

Publicado em O Estado do Maranhão em 09/06/2013

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