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Palavra do Reitor

Discurso de Posse do Reitor - 2º Mandato

Em 14/10/2011

Saudações iniciais, Senhoras e Senhores, 

É com muita honra e satisfação que venho esta noite à presença de toda a Comunidade Acadêmica da Universidade Federal do Maranhão para a solenidade de entrada em exercício no segundo mandato como Reitor da UFMA.

Em meu discurso em Brasília, no último dia 11, pude manifestar minha gratidão e meu compromisso na presença do Ministro de Estado da Educação, a quem a Presidência da República encarregou de formalizar minha posse no cargo. Quero aqui reiterar o que disse durante a minha posse em Brasília, e dirigir a todos o meu mais profundo agradecimento, pela confiança novamente em mim depositada. A ocasião é propícia também para que eu reafirme minha disposição integral à causa de nossa Universidade, em particular, e à da Educação, em geral. 

Penso que nunca é demais agradecer. Pois, isso nos coloca no espírito a necessária humildade e a consciência dos próprios limites. Agradecer às bênçãos de Deus, o carinho de meus familiares, às equipes que comigo suaram a camisa, aos dirigentes universitários pela compreensão das necessidades mais urgentes, aos professores e técnico-administrativos pela capacidade de superação, aos servidores terceirizados pelo trabalho muitas vezes silencioso, aos alunos e às representações estudantis pelas críticas construtivas, mas, sobretudo, pela crença em nossa Universidade e pela persistência nos estudos. 

Cumpre também agradecer as oportunidades que a gestão governamental vem proporcionando à Educação brasileira desde 2002. Os recursos, programas e ações desenvolvidos nos permitiram chegar onde hoje estamos. Cabe agradecer ainda aos parlamentares da bancada maranhense no Congresso, aos dirigentes ministeriais, às autoridades constituídas, aos intelectuais e acadêmicos do Maranhão, à comunidade empresarial e à classe política de nosso Estado pelo reconhecimento e pelas parcerias estabelecidas. Todos, de alguma forma, são também responsáveis pela impressionante transformação e pelo vigoroso crescimento da nossa Universidade nos últimos quatro anos. Todos confiaram em nossa capacidade de gestão e, dentro de suas possibilidades, têm nos apoiado na luta contínua e árdua que é a de levar a UFMA à sua maturidade institucional e ao patamar da excelência na produção de conhecimento. 

Diante do Ministro Haddad, em meu discurso de posse, tive a oportunidade de apresentar um breve balanço das ações e realizações de minha primeira gestão. Dele ouvi os mais estimulantes elogios, em um reconhecimento pelo trabalho realizado. Um reconhecimento que estendo, naturalmente, a todos aqueles a quem agora agradeço publicamente.

Por esse motivo, não creio ser necessário repetir aqui os muitos números, dados e indicadores que transformaram radicalmente a nossa Universidade, pela ampliação de campi, cursos de graduação e pós-graduação, presencialmente e a distância, em caráter regular ou especial; pelo crescimento dos espaços de atuação, dos programas acadêmicos, pelo volume das reformas e construções, aquisições, pelo ritmo das nomeações e contratações etc.

Fizemos muito, é verdade. Todos são testemunhas disso, pois, entre outras coisas, a poeira das mais de 100 obras concluídas ou em andamento ainda cobre os nossos rostos. Mas todos também sabem que uma Universidade é uma obra sempre inacabada. E, justamente por isso, muito mais ainda há que se fazer. Continuaremos, pois, em nosso segundo mandato a desenvolver todos os programas e projetos que estão em andamento e, é claro, ampliaremos ao nosso máximo possível os esforços para a execução de novos programas, ações e projetos.

Iremos fortalecer e fomentar os instrumentos de assistência estudantil, de forma a combater os problemas recorrentes da evasão e da repetência. Aperfeiçoaremos nossos mecanismos de avaliação, de forma a garantir os melhores índices de sucesso acadêmico. Promoveremos a consolidação da dimensão da pesquisa, da extensão e do empreendedorismo, como formas privilegiadas de aportar soluções e recursos para nosso Estado. Avançaremos na dimensão da internacionalização, acreditando que o intercâmbio é uma estratégia excelente para a superação das desigualdades regionais. Consolidaremos o processo já exitoso de nossa interiorização, exercendo nossas principais vocações para o que reclama o momento nacional: a formação de professores e de graduados em áreas tecnológicas e de engenharias. Continuaremos a expansão. E é enganoso imaginar que a expansão implica a perda da qualidade. Mas é imprescindível trabalhar agora no aprofundamento da qualidade. 

Todas as obras pressupõem uma base, um pilar. Tendo encontrado uma casa praticamente desmoronada, a minha maior oportunidade foi e continuará sendo a de trabalhar na reestruturação da nossa Universidade. Se juntos conseguirmos estabelecer os bons fundamentos e bases da UFMA, então teremos alcançado a realização mais importante de todas.

Todo projeto, especialmente um projeto tão ambicioso e valioso, como é o de uma Universidade pública, para um país com tamanhas desigualdades, requer os mais sólidos fundamentos e o norte mais aprumado. Um eixo de desenvolvimento que se expande e que se amplia, mas que não deve ser mudado, sob pena de desaparecimento da própria instituição. E é essa a maior contribuição que gostaria de deixar após meus oito anos de trabalho como Reitor.

Depois de quatro anos de tantas realizações, é visível o resgate da auto-estima institucional dos membros de nossa Comunidade. E é a presença clara dessa auto-estima que me leva a conclamar a todos, neste momento, a consolidarmos juntos o norte correto para a nossa Universidade. E que norte é esse?

Refiro-me, sobretudo, à dimensão fundante de sua autonomia constitucional. Devemos aprofundar o caráter maior da gestão colegiada de nossa Universidade, fortalecendo suas decisões democráticas sem, contudo, resvalar em corporativismos inaceitáveis. Para isso, é necessário trabalharmos nas definições normativas mais estruturantes, das quais derivarão as nossas melhores práticas cotidianas, para um futuro próximo ou distante.

Como disse Norberto Bobbio, o grande valor da democracia repousa em duas características: a substituição periódica – e sem sangue – dos governantes, e a existência de regras claras e consensuais, para um jogo social mais justo e igualitário.

Pela escolha de quase 80% dos membros da UFMA, aqui me apresento para o início de um segundo mandato e, portanto, a substituição ou recondução tem sido e continuará sendo feita de forma democrática. Mas creio que temos a oportunidade ímpar de avançar no aperfeiçoamento das nossas regras estatutárias e regimentais, sem as quais colocamos em risco a democracia e, com ela, a autonomia universitária. Autonomia que, não podemos esquecer, pertence, em primeiro lugar, à Universidade, e não às suas partes consideradas isoladamente. Nesse sentido, tanto a autonomia quanto a democracia entram em risco de desparecimento, quando ocorre um predomínio da parte sobre o todo. 

Tal aperfeiçoamento deve ser capaz de garantir que a Universidade Federal do Maranhão seja uma instituição efetivamente pública, eficiente e de qualidade social. Nossos quadros devem primar pela ética profissional e pela postura republicana, que não admite privilégios ou discriminações. Devem estar abolidas todas as formas de fisiologismo e patrimonialismo, cânceres sociais em qualquer circunstância. Devemos reafirmar o valor da inovação como estratégia de superação das dificuldades e como meio de alcançar novas soluções para velhos e novos problemas. Devemos aprofundar o respeito à diversidade e trabalhar pela inclusão visando à justiça social.

Portanto, conclamo e convoco a todos para continuarmos nossa luta por uma Universidade Federal excelente, do e para o Maranhão e para o Brasil. Uma Universidade grande, forte, luminosa. Uma instituição de referência e um bem público de valor inestimável para a nossa gente e para a nossa região. 

Muito obrigado!

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