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Palavra do Reitor

Revolução educacional

Ainda não temos como mensurar todas as consequências da Covid- 19, que estão para além do número de pessoas infectadas e daquelas que, infelizmente, não sobreviveram. O tempo ainda nos revelará, com exatidão, os efeitos do que apenas desconfiamos agora:   não mais seremos os mesmos, ainda que busquemos nos refazer em meio a tantas dores, solidários que devemos ser ao sofrimento alheio.

Mas quero tecer breves considerações sobre uma área que, de forma muito rápida, experimentou uma brutal mudança. Trata-se do ensino universitário, premido a adaptar-se às novas circunstâncias, sob pena de gerar alijamento de milhares de alunos que precisam continuar seguindo, a despeito do cenário de adversidade que se abateu sobre todos nós.

Antes que alguém possa imaginar que aqui será propalada uma defesa pela educação on-line, quero deixar claro que se trata de uma medida excepcional e que, neste exato momento, é a única ferramenta que temos disponível para preservar a integridade física e a vida de todos os integrantes do corpo universitário, inclusos os estudantes, num cenário em que o vírus campeia nas ruas e que, comprovadamente, não há remédio específico, nem vacina, cuja possibilidade de existência ainda é remota.

Sendo uma das maiores universidades do país e sofrendo duramente com o confinamento imposto pela pandemia, a Universidade Federal do Maranhão também teve que se adaptar, para que não viesse a paralisar totalmente. Houve uma gigantesca aceleração na transformação digital  da universidade, por meio da digitalização de diversos canais das pró-reitorias e superintendências, liberação de uma nova plataforma de  e-mail institucional com recursos ilimitados para discentes e docentes, diversas parcerias  com oferta de serviços gratuitos para a comunidade, melhoria contínua nos canais de transparência, por meio de sistemas de apoio  à decisão e implantação de uma nova metodologia de gestão por processos com foco na cadeia de valor, para a entrega de melhores resultados para a sociedade.

Oferecemos dezenas de webinários, cursos e treinamentos para proporcionar as informações necessárias aos usuários acerca de ensino remoto e modalidade a distância, ferramentas e plataformas digitais. Também disponibilizamos um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), agregando onze cursos para o público de professores e técnicos administrativos. Outro grande avanço foi o SaiteBooker, um software gratuito que veio possibilitar aos interessados a construção de e-books para auxiliar os docentes em suas ministrações. Todos esses instrumentos são aliados, mas nosso foco está e sempre esteve na educação pública inclusiva e de qualidade.

Depois de muitas reuniões e discussões sobre a melhor forma de retomarmos o calendário do primeiro semestre – interrompido em março deste ano – priorizamos uma inclusão digital assídua. Nosso recomeço se deu de forma virtual, por meio de uma cerimônia no Google Meet, com transmissão pelo YouTube da DCom TV. Por meio de um edital, selecionamos milhares de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, para os quais foram entregues tablets e chips de dados. Iniciamos com ensino remoto e, de forma gradativa, a depender do curso, também serão disponibilizadas aulas presenciais, num sistema híbrido.

A velocidade da mudança nos fez enxergar, de forma ainda mais clara, o quanto a fugacidade dos acontecimentos nos exige sempre novas formas de (re)interpretar a realidade. Rubem Alves, um dos maiores educadores que este país conheceu, disse que não devemos economizar a vida para o amanhã. Ela acontece sempre no presente. A despeito do cenário de desesperança global que, ao contrário de nos abater, nos irmana e da resistência compreensível às novas formas de interação, devemos manter como prioritária nossa missão de legar ao nosso público universitário a melhoria de qualidade de vida e a libertação por meio da educação, mesmo dentro das limitações do que dispomos agora, no limite do acessível. Sigamos até que os próximos desafios se apresentem para serem superados, em favor de nossa missão educacional para com o Ensino em todos os níveis.  

Natalino Salgado Filho
Reitor da UFMA, Titular da Academia Nacional de Medicina, Academia de Letras do MA e da Academia Maranhense de Medicina.

Publicado em O Estado do MA, em 26/09/2020

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