Início do conteúdo da página
Início do conteúdo da página

Palavra do Reitor

Homenagem do Reitor Natalino Salgado ao acadêmico da AML Waldemiro Viana

Agosto de partida

(...) Meu verbo amar tem pouso firme e certo: por mais longe que eu vá, em rumo incerto, se eu deixo São Luís do Maranhão, uma enorme tristeza me desterra e domina; se insisto noutra terra: — meu verbo amar só vive no meu Chão! (Meu verbo amar, poesia de Waldemiro Viana)

E eis que agosto chega, e Waldemiro Viana parte, deixando, entre passos e palavras, uma profícua vida de dedicação à família, aos amigos, a esta terra. Todos nós, que devotamos a arte e a poesia, sentimo-nos órfãos no momento de sua despedida. O cenário literário neste estado sofre uma perda irreparável.

Membro de diversas academias de letras espalhadas pelo Maranhão — inclusa nossa AML, onde ocupava a cadeira de número 2 —, Waldemiro guardava um traço característico comigo: ambos descendemos da baixada maranhense, de onde trouxemos memórias afetivas e a paixão irremediável pelos pores do sol nos vastos campos de nossa sagrada terra. Embora ele tenha nascido em São Luís, suas origens remontam a São Bento, onde sua família fincou laços e ali se irmanou com o povo, a cultura e a história da cidade. São Luís, porém, foi berço do poeta, a musa para seu canto, a tela para seu encanto. Decantou esta terra em seus versos, tomou-lhe por empréstimo diversos cenários de suas histórias.

Waldemiro tinha o dom daqueles que, como Drummond, conseguem ver poesia em pedras. Da concretude, com mãos hábeis e olhar arguto, emergia a leveza das frases, a sinfonia das letras. Do cotidiano por muitos enxergado com as lentes cinzentas do costume, dele se afastava a pena do escritor: histórias curiosas, casos pitorescos e o enquadramento de temas que nos amainava o tédio das horas. Por muito tempo, acompanhei suas crônicas na coluna Sacada, de O Imparcial.

Recordo-me de um episódio, em 2015, quando, na condição de Reitor da Universidade Federal do Maranhão, tive a honra de protagonizar uma bem-sucedida parceria com a Academia Maranhense de Letras, que redundou no lançamento de cinco obras publicadas pela Editora da Universidade Federal do Maranhão (Edufma), numa solenidade que celebrou o Dia Nacional da Língua Portuguesa. Entre as obras, A Vez da Caça, de Waldemiro, uma história dotada de notas de realismo fantástico.

Memória, amor e o resto onde estarão? — pergunta Cecília Meireles, em “Despedida”. A perda de Waldemiro é dor sentida por todos nós, seus amigos, confrades, e ainda mais por sua família. Sua devoção aos cargos que ocupou — sempre no papel de guardião da cultura deste estado —, seus escritos e suas realizações são construção eterna: legado que o tempo não pode apagar.

Mais opções
Copiar url

Porque a vida não espera

Revolução educacional

Quando tudo isso vai terminar?

Quando as pestes nos assaltam

Homenagem do reitor Natalino Salgado ao acadêmico da AML Sálvio Dino

Por uma nova versão da história

E se deixasse de haver ciência?

Entre linhas de luz

Homenagem do reitor Natalino Salgado ao acadêmico da AML Milson Coutinho

Homenagem do Reitor Natalino Salgado ao acadêmico da AML Waldemiro Viana

Tempos pandêmicos para secretas lições

Moby Dick, para uma macroscopia do coronavírus

Saúde e educação nas entranhas da cidade

Medicina e Literatura: mais que a vida

Os vírus, as pandemias e as alterações históricas

Ciência a serviço da vida

O vírus, o próprio homem, o racismo e outros inimigos

O sacrifício da verdade

Efeitos colaterais

Lá fora, sem sair de casa

O cenário das pragas na vida e na literatura

E as lanternas continuam acesas

Para sempre afetuosos

Será admirável o mundo novo?

O gigante aliado no combate ao mal

A (nova) escolha de Sofia

Qual fim está próximo?

Dia Internacional da Mulher

Doença renal: a prevenção começa na infância (II)

Celeiro de excelência

O (velho) novo problema da corrupção

Tempos difíceis

Obreiro do Conhecimento

Uma palavra de gratidão

Salve Mário Meireles!

Luzes para Domingos Vieira Filho

Novos cenários para a inovação tecnológica

A benção, meu pai

Dunas e saudade

A (anunciada) tragédia grega

Uma homenagem a Bacelar Portela

Um poeta, um estadista e um sacerdote

Reivindicação atendida

Dom Delgado, um homem visionário (IV)

Dom Delgado, um homem visionário (III)

Dom Delgado, um homem visionário (II)

Dom Delgado, um homem visionário (I)

Uma reparação histórica

Páscoa: vida nova a serviço do próximo

A Baixada Maranhense e a sua vocação para a grandeza

Um clamor pelos novos mártires

O legado de Darwin

Excelência no esporte

O essencial é que importa

Contra a intolerância

Menos corrupção em 2015

Contra a intolerância

O brilho de Carlos e Zelinda

A UFMA e o empreendedorismo

Inesquecível Mohana

TJ-MA e a justiça

Valorização da ciência

Novos caminhos para a educação

Ensino para além do tempo e da distância

Arqueologia, mais uma área de conquista da UFMA

O papel protagonista da Associação Comercial do Maranhão

Festival Guarnicê de Cinema: a magia sobrevive (III)

Festival Guarnicê de Cinema: a magia sobrevive (II)

Festival Guarnicê de Cinema: a magia sobrevive

A lição da Copa

A justiça mais próxima do cidadão

No caminho certo

Ubiratan Teixeira: múltiplos em um só

O legado de fé dos santos juninos

Sisu: democratização no acesso ao Ensino Superior

Espaço de celebração e valorização da cultura

Chagas de ausência

Mais um avanço da UFMA

Considerações sobre pecado e redenção

Páscoa, libelo em favor da liberdade

O dia em que a baixada parou

Anchieta, história de fé e amor pela educação

Um código de conduta para a rede

Um reconhecimento merecido

Vértice de oportunidades

O chamado da liberdade

A solução passa pela família

Extensão universitária: de braços abertos para a comunidade

Cuidar dos rins é viver melhor

Em defesa dos nobres valores

Contra a exclusão, a formação

Os (des) caminhos da violência

Pinheiro e Imperatriz, novo celeiro de médicos

Uma revolução em curso

Um ano de novas conquistas

A luz que vem da fé (considerações acerca da Epístola do Papa Francisco)

Conhecimento que desconhece fronteiras

Pelo diálogo e pela sensatez

Novos passos rumo à melhoria do ensino

Confissões antigas sobre o Maranhão

Oportunidades e melhorias no cenário da saúde

A ética como aliada da ciência

Merecidas palmas

A UFMA e o ENEM (parte II)

A UFMA E O ENEM (parte I)

(A)Deus, minha mãe

Voto e democracia, simbiose perfeita

Um desafio para o sistema educacional

Sobre despedidas e inícios

Pausa para equilíbrio e reflexão

Um presente à altura de São Luís

Educação que liberta e transforma

À espera de reforços

Democratizando o acesso

A benção de ser pai

Santa madre Igreja

Bem-vindo, Francisco

Quando prevenir, de fato, é melhor que remediar

E a violência?

Sinal de alerta

Sobre a paz e Santo Antonio

Interiorização: caminho para a emancipação

Quando o meio é a própria mensagem

Mais que um homem: uma lenda (parte II)

Mais que um homem: uma lenda

De poesia e de arte também se vive

Uma reivindicação justa e necessária

Vitória, fruto da perseverança

Inimigo oculto

A ordem natural das coisas

Alfabetização, primeiro passo para o desenvolvimento

Exemplo de abnegação e altruísmo

Um ato de reparação

O legado de Bento XVI

E Deus criou a mulher...

Excelência no Continente

O Admirável mundo da química

UFMA: um ano de grandes realizações

Tão perto, tão distante

Natal, tempo de paz e boa vontade

Reconhecimento à Bancada

Reflexões acerca do ano da fé

Medicina: um dom e uma missão

Ensino a distância revoluciona a educação no mundo

Turismo e Hotelaria no contexto das cidades criativas

São Luís: as homenagens continuam

A realização de um sonho

Energia limpa: caminho para o desenvolvimento

Investir em esporte para gerar campeões

SBPC 2012: cenário de múltiplas possibilidades

O federalismo sob ótica global

Histórias coincidentes de lutas e conquistas

Cultura Universitária x Cidade Universitária

Agradecer também é reconhecer

Diversidade local como solução global

Corpus Christi: tempo de recordar para valorizar

Valorizar o passado para compreender o presente

Compartilhar saberes, legar conhecimento

A SBPC e os saberes tradicionais

A educação que movimenta o desenvolvimento