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Palavra do Reitor

Discurso realizado durante a Colação de Grau de alunos do Câmpus de Chapadinha, no dia 22 de maio

Senhores Pró-reitores,

 

Senhores professores e servidores,

 

Senhores formandos, pais, parentes, amigos presentes neste evento a distância, quem eu dedico este discurso,

 

Senhoras e senhores,

 

Vim até ao campo com grandes propósitos, para lembrar da célebre frase de Fernando Pessoa. Fiquem certos: a distância não diminui a importância. A Universidade Federal do Maranhão é hoje cada um e cada uma de vocês, e se reflete no olhar esperançoso que carregam.

 

A cada formatura, um sentimento me irmana aos formandos, o mesmo que em mim habitou quando também recebi meu grau de bacharel em Medicina, por esta mesma instituição, a quem abracei com devoção. Esse sentimento atende pelo nome de esperança.

 

O mundo está em ebulição, fronteiras geográficas e temporais foram questionadas de modo rápido e ouso dizer, duradouro. Mas é esse novo mundo que aguarda também vocês, agora bacharéis em Agronomia, Ciências Biológicas e Zootecnia do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais – CCAA, Campus Chapadinha. O mito grego do retorno de Ulisses à sua amada Penélope que o aguardava em Ìtaca é uma cara lição de persistência e objetividade. É porque tinha o coração esperançoso que o herói avança contra as intempéries, prevalece nas tormentas e alcança seu intento.

 

Afirmo que conhecimento adquirido nestes anos de graduação agirá como guia condutor neste mundo marcado por novas formas de relações afetivas e profissionais, comunicação quase que completamente mediada pelos meios virtuais e situações cheias de ineditismos. Lembrem-se ainda de adotar a trilha da perfeição e eu a entendo como a capacidade de fazer cada coisa com qualidade, por mínima que seja, invocando aqui outra célebre frase de Fernando Pessoa, que nos sugere sê todo em tudo que fazemos.

 

A crise sanitária mundial na qual o mundo está mergulhado impacta de forma instantânea, simultaneamente, os principais elementos da vida humana com os quais mensuramos o desenvolvimento humano: a saúde, a educação e a renda das pessoas.

 

Entre estes elementos, destaco a educação, que aliar-se-á ainda mais à interatividade, aprendizagens ativas e ferramentas tecnológicas. Mas ouso assegurar que nenhum destes acessórios substitui o fator humano, ou seja, pessoas apaixonadas pelo ensino e outras interessadas em aprender, numa rica troca de experiências e aprendizado mútuos. A pesquisa não pode prescindir de homens e mulheres que se dedicam a encontrar respostas e a ciência requer discípulos comprometidos.

 

Senhoras e senhores,

 

É de Paulo Freire a frase “ensinar e aprender não podem dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”.

 

Tenho certeza que vocês encontraram na Universidade Federal do Maranhão este alegre ambiente acolhedor, agregador e incentivador. Aqui praticamos ciência, pesquisa e extensão com alumbramento, mas também com responsabilidade. Somos cônscios de nosso papel de proporcionarmos inclusão social, de seio de conhecimento, de esteio de formações. De mãos dadas com a transparência e a ética, prosseguimos em interiorizar cada vez mais nossos cursos, nossas ações, para fazer jus ao sonho visionário de Dom Delgado, o homem que um dia viu o impossível.

 

“Há escolas que são gaiolas, há escolas que são asas”, assim classificou o educador Rubem Alves. Pretendemos ser sempre fiéis ao nosso papel de asas, sabedores da expectativa que cada aluno e aluna deposita em nossa universidade assim que ingressa em cada graduação, pós graduação, mestrado e doutorado. Pretendemos ser incentivadores da arte, da cultura, da inovação.

 

Não esqueçam de onde partiram. Sejam embaixadores da Universidade Federal do Maranhão e contribuam para o engrandecimento de nosso extenso estado, sejam orgulho para suas famílias, amigos e conterrâneos. Afinal, como disse o Salmista Davi, todos os que saem andando e chorando enquanto semeiam, voltam com júbilo trazendo seus feixes.

Sejam venturosos!

Muito obrigado!

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