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Palavra do Reitor

A UFMA e o empreendedorismo

A Universidade Federal do Maranhão celebra a conquista de mais um grande feito: a recente inauguração do Centro de Empreendedorismo da UFMA, obra orçada em 3 milhões de reais e construída em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia. Já finalizado, o centro disponibiliza agora 33 salas em dois pavimentos, além de espaços para reuniões e toda uma estrutura adaptada às pessoas com deficiência, numa área de 1800 m².

Com o Centro de Empreendedorismo, diversos cursos da UFMA terão um local apropriado e confortável para as 18 empresas juniores e 15 incubadoras existentes. Atualmente, estão funcionando efetivamente 15 empresas juniores, seis empresas incubadas e outras três já foram selecionadas para entrarem no processo de incubação, todas com foco na inovação tecnológica. A ideia é oferecer um cenário para que os jovens estudantes possam desenvolver seu lado empreendedor, através da prestação de serviços e venda de produtos, o que vai com certeza os deixar aptos para quando ingressarem no mercado de trabalho.

A entrega desse prédio vem atender um sonho antigo da comunidade acadêmica, pois, desde a década de 90, alunos e professores já reivindicavam essa conquista, o que de fato só aconteceu em nossa gestão. Isso é porque entendemos que a Universidade Federal do Maranhão, além de ser um centro de referência em Ensino, Pesquisa e Extensão, também acredita e incentiva a vocação daqueles que sonham em enveredar pelo caminho do próprio negócio e desejam ser geradores de emprego e renda. Não por acaso, a UFMA foi a primeira universidade do país a ter uma empresa júnior de turismo, que, em 2014, comemorou 20 anos de existência e é referência nos serviços prestados à população maranhense. A Engenharia Elétrica, outra empresa júnior, recebeu o título de Melhor Fornecedor certificado pela Vale. Tanto sucesso despertou em outros cursos o interesse em também abrirem suas empresas juniores e criarem outras.

Outro avanço nessa área se deu em 2002, quando foi criada a Incubadora de Base Tecnológica do Maranhão (INCUBEM), a qual apoia empresas que atuam em diversas frentes como venda on-line, energia alternativa, meio ambiente e gestão escolar, só para citar como exemplos. Agora, com o Centro de Empreendedorismo, vamos expandir ainda mais essa atuação. Nesse sentido, foi aprovado um projeto no edital FAPEMA de apoio às incubadoras, bem como será implantado o modelo CERNE de gestão e, além disso, estamos prospectando a confecção de uma nova incubadora voltada para a área da cultura.

O Brasil vive momentos auspiciosos nessa área. Relatório referente ao empreendedorismo, publicado no portal nacional do SEBRAE e confeccionado por José Ernesto Amorós e Niels Bosma a partir da pesquisa do Consórcio Global Entrepreneurship Monitor (GEM) relativa ao ano de 2013, revela dados interessantes acerca do nosso país. No quesito Atividade Empreendedora Total (Total Entrepreneurial Activity – TEA), que mede “a participação econômica de adultos que possuem empreendimentos com até três anos e meio de idade”, o indicador para 2013 foi de 17,3%. Já quanto à expectativa de crescimento dos empreendimentos, “que representa a qualidade da atividade empreendedora, englobando a projeção de crescimento em termos de número de empregados de um pequeno negócio”, a projeção de crescimento em nosso país foi de 12,7% para os negócios, com variação de 0 a 5 empregos. O Relatório também aponta que cerca de 85% dos brasileiros consideram abrir uma empresa uma boa opção de carreira e que, atualmente, 76% dos pequenos negócios conseguem superar a barreira de dois anos de atividade.

Dados do SEBRAE também informam que, no Brasil, 27 de milhões de pessoas de 18 a 64 anos são empreendedoras e, só no Maranhão, o número de micros e pequenas empresas cresceu 15,5% de 2010 a 2012. Mas, por outro lado, embora o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) informe que o Maranhão se desenvolveu no quesito acesso à renda, com a saída de 2,3 milhões de maranhenses do quadro da extrema pobreza, a Secretaria de Desenvolvimento Humano aponta que 50% da população dependem do programa Bolsa Família, 25% são servidores públicos e outros 25% são empresários, desempregados, aposentados, etc. Assim, apesar de ser promissor o cenário, com novas e boas oportunidades surgindo a cada dia, há ainda muitos desafios a serem superados.

Por isso, não basta apenas sonhar em empreender, é preciso ter em mente que todo sonho, projeto ou meta devem passar por uma fase anterior de preparo e planejamento. Muitos almejam se tornar donos de seus próprios negócios, mas não querem investir em conhecimento e a consequencia disso é a morte precoce do empreendimento, com desperdício do investimento e muita frustração.

Para todos – tanto para aqueles que querem seguir a área da pesquisa e da inovação, da docência quanto para aqueles que pretendem atuar na área do empreendedorismo –, o caminho passa necessariamente pela educação. A Universidade Federal do Maranhão acredita nessa máxima, pois oportuniza diversas ferramentas para quem quer crescer e se destacar no mercado. O resultado não poderia ser outro: somos hoje um celeiro de diversas histórias com finais felizes.

Doutor em Nefrologia, reitor da UFMA, membro do IHGM, da AMM, AMC e AML.

Publicado em O Estado do Maranhão em 09/12/2014

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