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Palavra do Reitor

Festival Guarnicê de Cinema: a magia sobrevive (II)

No artigo anterior, escrevemos sobre o Festival Guarnicê de Cinema que conhecemos hoje, cuja última edição foi encerrada no final da semana passada. Agora, como havíamos prometido, discorreremos um pouco acerca de suas raízes históricas.

Iniciamos afirmando que o Festival já nasceu com vocação de Extensão Universitária, pois, quando surgiu em 1977, tinha como objetivo motivar a comunidade acadêmica e a sociedade em geral para as atividades cinematográficas.Naquelaépoca, recebeu o nome de Jornada Maranhense do Filme Super 8.

Quase 10 anos depois, o festival que simplesmente agregava a produção independente de filmes na bitola Super 8 foi ampliado para a bitola 16mm e 35 mm, razão pela qual passou a ser denominado Jornada Guarnicê de Cine e Vídeo. Em 2002, ocorreu outra mudança que intitulou o evento de Festival Guarnicê de Cinema, isso se deu graças ao advento do formato digital.

Durante toda essa trajetória, houve uma sólida evolução do Festival, tanto nos quesitos relevância, abrangência como na programação. Afinal de contas, todos os anos são atraídos para a cidade de São Luís centenas de cinéfilos, profissionais que atuam na área do cinema, jornalistas, blogueiros e admiradores da sétima arte, com a finalidade de trocarem ricas e variadas experiências. Quanto à programação, esta se diversificou e, em vista disso, incluiu a formação de novos públicos, como é o caso da Mostra Guarnicezinho, destinada às crianças, e da Mostra Guarnicê Jovem, aos adolescentes.

Quando falamos do Festival Guarnicê de Cinemanaturalmente lembramos a importância da área de atuação do Departamento de Assuntos Culturais da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Maranhão (PROEX), criado em 1974 como Divisão Artístico Cultural até evoluir para a categoria de Departamento, subdividido inicialmente em Divisão de Atividades Literárias (DAL), Divisão de Atividades Musicais (DAM) e Divisão de Atividades Visuais (DAV) e posteriormente em Núcleo de Atividades Musicais (NAML/DAML) e Núcleo de Atividades Audiovisuais (NAV/DAV).

São diversas as ações que poderíamos elencar, entre elas, o Coral da Universidade Federal do Maranhão – um órgão de extensão cultural que completou, no dia 28 de julho, quarenta e um anos de atividades – e outras iniciativas artísticas as quais foram desenvolvidas em curtos períodos, porém significativos, como, por exemplo, o Grupo Gangorra (teatro), o Cineclube Uirá, o Grupo Punga (dança popular e folclórica), o Grupo Terra e Chão (música popular), o Grupo Universitário de Artes Plásticas e o Grupo de Música Erudita.

Na área da fotografia e dasartes plásticas, cabe a nós destacarmos as Mostras de Fotografias e Slides “Nossa Terra, Nossa Gente” (1979 a 1982); a Galeria Universitária (que funcionou no Solar Nazeu Quadros – Rua do Ribeirão, na década de 1980); o projeto Levantamento Fotográfico da Cidade de São Luís que deu origem à exposição “Dos Mirantes um Grito de Alerta” (segunda metade da década de 80); a Galeria Antônio Almeida e Sala Maia Ramos (DAC – Palacete Gentil Braga, 1990 – 2008); a Coletiva de Maio, em parceria com a Fundação da Memória Republicana (1991 – 1996), e o Salão Arte Maranhão (1992 a 1993).

Também foi realizada ao longo desse tempo uma série de mostras como, por exemplo, a Mostra de Arte Efêmera, a Mostra Maranhense de Humor, a Mostra Presépio, o Salão 30 x 30 e a Mostra de Miniatura, Maranhão Vídeo de Bolso e o Festival de Cinema Curta Lençóis.

Na área do canto e da poesia, temos ainda a realização do Festival de Música Popular, do UNIREGAE (Festival Universitário de Reggae), do MARACANTO (Mostra Maranhense de Canto), do Projeto Quarta Cultural (recitais de poesia, concertos musicais e shows de música popular no Palacete Gentil Braga), do Encontro de Bandas e Fanfarras e ainda do Projeto Escala, este último com excursões do Coral UFMA e dos Grupos de Câmera e “Terra e Chão” pelo interior do Estado, com o apoio do Projeto MOBRAL.

Além desses eventos, contamos com outros de iniciativa do DAC e da PROEX que se firmaram no calendário cultural da UFMA e até hoje encantam os mais diversos gostos, como o Festival Maranhense de Coros (FEMACO) e o Festival Maranhense de Poesia.

Já passaram pela direção do DAC importantes nomes do cenário cultural maranhense, entre os quais estão os dos professores Mario Cella, Jomar da Silva Moraes, Nerine Lobão Coelho, Waldomiro Viana, Elizabeth Gaspar, Maria de Fátima Barbosa Frota, Euclides Barbosa Moreira Neto, Alberto Pedrosa Dantas Filho e atualmente o do professorGersino dos Santos Martins.

Esse breve resgate histórico – não apenas do Festival Guarnicê de Cinema, mas do próprio Departamento de Assuntos Culturais e da Pró-Reitoria de Extensão – demonstra o compromisso de nossa universidade com a cultura, que, como conceitua José Ortega y Gasset, é o sistema de ideias vivas que cada época possui. No próximo artigo, lançaremos um olhar mais atento sobre a última edição do Festival Guarnicê de Cinema e suas repercussões dentro e fora do Maranhão, bem como sobre nossos futuros projetos para a área cultural.

Doutor em Nefrologia, reitor da UFMA, membro do IHGM, da AMM, AMC e AML.

Publicado em O Estado do Maranhão em 17/08/2014

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