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Exposição fotográfica do HU-UFMA marca o Dia Mundial da Prematuridade

Publicado em: 19/11/2020

Publicado originalmente em 18/11/20, no site do HU-UFMA 

SÃO LUÍS - A terça-feira, 17/11, foi o Dia Mundial da Prematuridade, e, por se tratar de um grave problema de saúde pública no Brasil, responsável pelos elevados índices de morbimortalidade neonatal, a data foi escolhida como forma de alertar a população. O Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), por meio da Unidade de Cuidados Intensivos Perinatais, realizou uma exposição com fotos dos bebês prematuros internados no hospital. A ação simbólica fez parte de uma homenagem às mães desses bebês e a forma encontrada para que a data não passasse em branco, uma vez que as atividades que sempre fizeram parte da programação precisaram ser suspensas por conta da pandemia. A exposição foi uma iniciativa dos estudantes de enfermagem da UFMA. 

A médica neonatologista Roberta Albuquerque pontuou que o mês de novembro foi escolhido para alertar a população sobre os riscos da prematuridade e para pensar estratégias para a redução desse problema, que é muito sério, pois atinge mais de 15 milhões de crianças no mundo. “A prematuridade é uma das principais causas de mortalidade em crianças abaixo de 5 anos de idade e por isso ela se torna um problema grave. E sabemos que 70% dessas causas são evitáveis. É importante que haja uma melhoria nos processos de trabalho, na assistência perinatal, que ela aconteça de forma mais adequada, com estratificação de risco gestacional, encaminhamentos dessas gestantes ´para um pré-natal especializado, que haja vinculação dessas gestantes com as maternidades de referência, que eles possam nascer em maternidades que tenham uti neonatal  para cuidar desses bebês de maneira integral.”

Ela destaca ainda que esses bebês são de risco para terem alterações no crescimento, alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, doenças crônicas, então é necessário que se previna a prematuridade, para evitar tanto a mortalidade quanto as morbidades que a prematuridade pode causar.

O HU-UFMA configura-se como um Centro de Referência Nacional do Ministério da Saúde para a Atenção Humanizada ao RN de Baixo Peso – Método Canguru, sendo também o responsável por coordenar os demais centros. A adoção do Método Canguru visa fundamentalmente a uma mudança de atitude na abordagem do recém-nascido e de sua família. Ele tem como característica principal três pilares: a presença da família com a corresponsabilização do cuidado, a atuação da equipe multiprofissional e a garantia do aleitamento materno.

Mãe de gêmeas, Íris Pestana relata como foi o início da internação de suas filhas Joanna e Izabella, que nasceram prematuras e precisaram ficar na UTI neo.  “Foi um começo muito difícil, mas sou muito agradecida por tudo que fizeram por elas.  Hoje já estamos na Unidade de Cuidados Intermediário, onde já posso amamentá-las. É algo muito especial para nós três. É o nosso momento. ”

As fotos usadas na exposição foram tiradas pelo fotógrafo do HU-UFMA, Merval Filho. As mães dos bebês internados confeccionaram as molduras com o apoio dos alunos de enfermagem da UFMA e todas poderão levar as imagens de recordação para as suas casas.

Unidade de Cuidados Intensivos Perinatais

A Unidade distribui-se em cinco diferentes setores: atendimento no Centro de Parto, Alojamento Conjunto, Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UTIN), Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCINCo), Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais Canguru (UCINCa) e Ambulatório de Seguimento de Pré-termo. O bebê é acompanhado desde a vida intrauterina na enfermaria de Gestação de Alto Risco até os sete anos de idade, quando recebe alta do seguimento ambulatorial especializado. A equipe conta com diversas categorias profissionais, entre elas: fonoaudiologia, terapia ocupacional, nutrição, fisioterapia, serviço social, psicologia, enfermagem e medicina.

Sobre a Ebserh

Desde janeiro de 2013, o HU-UFMA é filiado à Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação que administra atualmente 40 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas. 

O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

 


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Revisão: Jáder Cavalcante

Lugar: Hospital Universitário da UFMA
Fonte: Danielle Morais/Unidade de Comunicação Social do HU-UFMA
Última alteração em: 23/11/2020 11:24

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