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Cursos de Licenciaturas dos câmpus do continente completam dez anos de implantação

Publicado em: 14/09/2020

CONTINENTE - Em 2020, a Universidade Federal do Maranhão comemora os dez anos dos cursos de Licenciaturas em Ciências Humanas, Ciências Naturais e Linguagens e Códigos, existentes nos câmpus de Bacabal, Codó, Grajaú, Imperatriz, Pinheiro e São Bernardo.

A implantação desses cursos está relacionada à primeira gestão do reitor Natalino Salgado e ao projeto de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), quando a Universidade iniciou seu processo de interiorização, uma vez que, ao assumir a reitoria, em outubro de 2007, o reitor Natalino Salgado, que está no seu terceiro mandato à frente da instituição, recebeu a UFMA com apenas cinco câmpus no continente: Bacabal, Chapadinha, Codó, Imperatriz e Pinheiro.

Com o projeto Reuni, a Universidade expandiu para os câmpus de Grajaú e São Bernardo, e, no segundo momento, para o município de Balsas, no qual foi implantado o Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia, com as Engenharias.

A Licenciatura em Ciências Humanas é formada por pelas áreas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia, e em Ciências Naturais, Física, Biologia e Química, e em Linguagens e Códigos, pelas áreas de Linguagens, Música, Artes e Língua Estrangeira. Tanto Ciências Humanas quanto Naturais integram a grade curricular dos seis câmpus (Bacabal, Codó, Grajaú, Imperatriz, Pinheiro e São Bernardo), que possuem essas licenciaturas, já Linguagens e Códigos existe somente no câmpus de São Bernardo.

Por volta de 2012 e 2013, a Pró-Reitoria de Ensino iniciou o processo de reformulação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC), para reformulação da grade curricular. Para isso, foram realizados diálogos com estudantes e professores de cada câmpus a fim de saber que mudanças seriam necessárias para esses cursos.

“Ficou, então, acertado que seria uma licenciatura de quatro anos, com formação de um ciclo único e com ênfase em uma dessas áreas. Assim, o estudante teria uma formação geral, mas com ênfase maior em uma área específica. O curso de Ciências Humanas, no câmpus de Pinheiro, por exemplo, ficou curso de Ciências Humanas – História, ou seja, o estudante teria uma visão geral da Geografia, Filosofia e Sociologia, mas a formação específica seria em História com uma carga horária maior. Essa dinâmica ocorreu em todas essas Licenciaturas”, explicou a pró-reitora de ensino, Isabel Ibarra, que, na época, participou do processo de implantação quando ocupava o cargo de Diretora do Departamento Desenvolvimento de Graduação.

Já o curso de Linguagens e Códigos no câmpus de São Bernardo teve duas variantes, ou seja, a criação de dois cursos, Linguagens e Códigos – Música e Linguagens e Códigos – Português. Todos esses cursos são reconhecidos pelo Ministério da Educação e com notas muito positivas.

“A UFMA, nesses 10 anos, tem que festejar as licenciaturas interdisciplinares. São dez anos de história, e essa história foi construída pela comunidade acadêmica desses cursos que integram os câmpus nos quais as licenciaturas estão inseridas. O processo de implantação foi bonito e construtivo, por ser um projeto coletivo”, concluiu a pró-reitora.

Uma das integrantes desse processo, a então diretora do câmpus de Grajaú, professora Sandra Maria Barros Alves Melo, lembra que a implantação dessas licenciaturas foi um grande desafio e uma experiência de muito aprendizado. “Estávamos participando da implantação de cursos novos e que exigia que trabalhássemos de forma coletiva e interdisciplinar”, contou.

Ela lembrou que enfrentaram muitos problemas de ordem estrutural nos primeiros anos, uma vez que os câmpus, em sua maioria, não tinham sede própria, o que ocorreu em 2012, e não contava com todos os espaços necessários para o atendimento de docentes e discentes.

“Tivemos muita dificuldade para completar o quadro docente, tanto pela falta de código de vagas, como pela mobilidade dos docentes por meio das remoções para outros câmpus, o que fez de Grajaú um ‘Câmpus de Passagem’”, lembrou a docente.

Sandra conta que o maior desafio para a consolidação do câmpus foi a pouca procura de alunos para o preenchimento das vagas ofertadas nos dois cursos de Licenciatura Interdisciplinar em Ciências Humanas – Geografia e Naturais – Química. “O desejo dos grajauenses era o de cursar bacharelado em Direito, de acordo com o resultado da pesquisa realizada pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Educação, em 2011, quando foram aplicados 35 mil questionários na sede e nos povoados, no qual se perguntou qual o curso que desejavam que a UFMA implantasse em Grajaú, e a resposta da maioria foi que desejariam que fosse criado o curso de Direito, seguido do curso de Engenharia Civil, Agronomia, e, na quarta posição, o de Pedagogia”, detalhou.

Durante todo o processo, assim como já explicado pela pró-reitora de ensino, Isabel Ibarra, foram realizados diversos encontros das Licenciaturas Interdisciplinares que ocorreram nos câmpus do Continente, motivados pelo desejo dos professores de criar uma identidade para os cursos e também ter uma organização que pudesse ser implantada pelo SIGAA.

“Nesses encontros, pudemos nos relacionar com colegas de outros câmpus e de outras áreas do conhecimento, o que nos aproximou para enfrentarmos problemas similares, e conjuntamente construímos os novos PPCs dos cursos. Esse período ficou conhecido como consolidação das novas licenciaturas”, lembrou Sandra.

Segundo ela, o curso de licenciatura representa a formação para o exercício da profissão docente, mas, pelo seu caráter interdisciplinar, possibilita aos formandos o acesso a uma ampla área de conhecimentos nos quais podem se aprofundar na pós-graduação. “Vimos nossos egressos em programas de pós-graduação em Matemática, Ensino de Ciências, Biotecnologia, História, Geografia, Ciências Sociais, Educação, entre outros”, destacou.

Neste ano, em que a implantação das licenciaturas dos cursos completa dez anos, a docente diz ter a sensação de que fez o seu melhor dentro das condições da época [2010]. “O nosso trabalho já ocupa um espaço significativo na educação municipal, contribuindo com a formação de professores com habilitação para áreas que até então contavam com poucos graduados”, afirmou Sandra, ressaltando, que há muito ainda a ser realizado, como, por exemplo, a implantação de novos cursos.

“Espero que nós, docentes, possamos continuar entusiasmados nessa construção diária de um espaço inclusivo, formativo e acessível àqueles que desejam uma formação superior com qualidade”, finalizou.

O reitor Natalino Salgado enfatizou que esse trabalho realizado, quando assumiu a reitoria pela primeira vez, em outubro de 2007, foi excepcional. “Com um planejamento efetivo, conseguimos consolidar as Licenciaturas de Ciências Humanas e Naturais e com o projeto inovador de Linguagens e Códigos, implantado em São Bernardo, inicialmente com o curso de Música e agora também com o de Turismo. A formação desses profissionais nos permite dizer que tem sido uma contribuição inestimável que a Universidade faz hoje para a formação de professores e para melhorar cada vez mais o padrão de ensino de que tanto carecem a nossa sociedade e o nosso país”.

Assista à reportagem do TV da Diretoria de Comunicação com depoimentos de quem vivencia e vivenciou essa história


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Revisão: Jáder Cavalcante

Lugar: Cidade Universitária Dom Delgado
Texto: Sansão Hortegal
Última alteração em: 14/09/2020 15:23

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