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Em entrevista à Rádio Universidade, pesquisador comenta conflitos territoriais no MA

Publicado em: 11/09/2020

SÃO LUÍS – Em entrevista à Rádio Universidade FM 106,9, Ronaldo Barros Sodré, pesquisador e professor do Departamento de Geociência da UFMA,  falou sobre a pesquisa “O Maranhão agrário: dinâmicas e conflitos territoriais”, oriunda de sua dissertação pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia, Natureza e Dinâmica do Espaço da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), em que investiga conflitos territoriais no Maranhão.

A pesquisa objetiva a análise de conflitos socioterritoriais entre 2001 e 2015, a fim de identificar regiões conflituosas no Maranhão e investigar o avanço de estruturas conflituosas sobre territórios rurais. Ele produziu levantamento, análise e discussão de referenciais sobre território, violência, conflitos agrários e confecção de mapas.

“Dentro desses conflitos socioterritoriais, destaco os conflitos por terra, que é uma modalidade que está marcadamente presente na formação social e territorial do Maranhão, que ainda hoje segue sendo o líder nessa modalidade de conflitos”, contou.

Ele acrescentou que os conflitos estão presentes nos mais variados territórios ao longo do estado. “Essas informações nos permitiram realizar o mapeamento, possibilitando traçar um panorama dos conflitos por terra no Maranhão, sobressaindo regiões historicamente envolvidas em conflitos, como a Amazônia Legal Maranhense, assim como outras mais recentes, como a fronteira agrícola denominada de Matopiba, que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, destacando-se, também, os casos da Baixada Maranhense e do Alto Parnaíba”, explanou.

Durante a análise de dados, foram registrados mais de 1.600 casos de conflitos socioterritoriais no Maranhão, 630 ameaças de morte, 58 tentativas de assassinato e 45 assassinatos consumados. “Esses números refletem um campo de barbárie alicerçado nos mandos e desmandos do capital, pactuado muitas vezes com institucionalidade do Estado e com os proprietários de terras. Intencionalmente, essa tríade torna os povos do campo cada vez mais invisíveis e contribui para a concentração das estruturas fundiárias e agrárias que nós temos hoje no Maranhão, contribuindo para o patrimonialismo e para o desenvolvimento que não atende a todas as famílias maranhenses, o que, de alguma forma, dá profundidade a essas contradições que encontramos no campo”, detalhou o pesquisador.

Ele finalizou com sua percepção adquirida ao final da pesquisa: “Neste início de século XXI, o Maranhão quantifica o maior número de casos de conflitos por terra do país, o que faz necessária a retomada de debates importantes, como o da Reforma Agrária, que visa modificar as questões agrárias e fundiárias no nosso estado”.

Confira a entrevista completa à Rádio Universidade


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Produção: Marcos Paulo Albuquerque
Revisão: Jáder Cavalcante

Lugar: Cidade Universitária Dom Delgado
Texto: Laís Costa
Última alteração em: 11/09/2020 20:37

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