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02/04/2014 14:08

Dia mundial da conscientização do autismo é comemorado hoje

No Brasil estima-se que dois milhões de pessoas são acometidas pelo transtorno

SÃO LUÍS - Desmistificar preconceitos e conscientizar a todos. Este é o principal objetivo de pais, profissionais e familiares das pessoas que sofrem com o autismo. Hoje, 2 de abril, é um dia para refletir acerca das questões que envolvem o problema, em um dia mundial de conscientização.

O autismo é um transtorno global de desenvolvimento, que acomete as pessoas nos três primeiros anos de vida, em sua maioria meninos e por isso a cor simbólica ser azul, trazendo prejuízo em três áreas do desenvolvimento infantil, como afirma a bioquímica do Hospital Universitário da UFMA - Unidade Materno Infantil, e membro do Ilha Azul - grupo de apoio aos familiares de autistas -, Ana Cléa de Moraes. "O autismo traz um prejuízo em três áreas do desenvolvimento: a interação social, a comunicação e o agir comportamental", afirmou.

O grau de comprometimento é variável, podendo haver comprometimento da fala e da inteligência, e até, em casos mais graves, a incapacidade de manter qualquer tipo de contato interpessoal, possuindo comportamento agressivo e retardo mental. "Os indícios, para o diagnóstico, variam de pessoa para pessoa. Normalmente, quando a criança está acima de doze meses e não balbucia, não aponta e não apresenta contato visual, ou quando o apresenta é de forma mínima, são indícios de que existe algum problema", contou.

Existem diversos mistérios em torno dos assuntos que relacionam-se cientificamente com o autismo, mas a tendência atual é de que existem múltiplas causas para ele, como fatores genéticos e biológicos. O diagnóstico tardio é prejudicial, pois, apesar de ser considerado um distúrbio crônico, o autismo conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos precocemente na vida do paciente.

Após o diagnóstico, o tratamento precisa ser feito com uma equipe multidisciplinar. "O tratamento precisa envolver terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicopedagogos, e psicólogos. É necessário que haja também uma interação com a sociedade, que pode ser obtida através do ensino em uma escola regular", enfatizou.

A família também precisa interagir, tentando estabelecer algum tipo de comunicação com o autista. Para isto, a união entre parentes é essencial. "A independência de uma criança com autismo, e a sua rotina e organização, deve ser estimulada por todos da família, que deverão trabalhar em conjunto na organização da rotina", finalizou Ana Cléa.

 Haverá às 19 horas, na Praça do Pescador - Avenida Litorânea, um ato público em solenidade ao dia mundial de conscientização do autismo.

 

Saiba +

O grupo Ilha Azul é uma organização não governamental dos pais, familiares e amigos de pessoas com transtorno do espectro autista. Fundado em 2011, o grupo formado inicialmente por duas mães, tem o objetivo de trazer profissionais e capacitar os que já se encontram na cidade, além de trocar interações entre os pais que têm filhos com o transtorno, levando informação, a fim de desmitificar o preconceito existente.

Atualmente, estão organizando, em parceria com a Associação Brasileira de Autismo (ABRA), a II Jornada Maranhense -  XVII Jornada Regional de Autismo, que se realizará nos dias 4,5 e 6 de abril, no WH Rio Poty Hotel, na Ponta D'areia, em São Luís.

Para mais informações sobre o grupo ou o evento, acesse a fanpage do Ilha Azul, ou mande e-mail para grupoilhaazul@hotmail.com

 



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Produção: Letícia Mourão
Revisão: Patricia Santos

Lugar: Cidade Universitária do Bacanga
Fonte: Marcele Costa
Última alteração em: 02/04/2014 14:47



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