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Josemiro espera um sinal do comando para voltar a comer

Publicado em: 04/12/2013

SÃO LUÍS - A manifestação estudantil iniciada há nove dias com a greve de fome do estudante Josemiro Oliveira, ainda não tem perspectiva para acabar por conta da radicalidade apresentada pelos estudantes que não aceitaram nenhuma das alternativas disponibilizadas pela UFMA. Apesar da Administração Superior ter proposto aumentar o volume de bolsas de permanência; de alugar ou comprar imediatamente um imóvel no Centro Histórico de São Luís para abrigar os alunos carentes e de se comprometer a construir um prédio para a residência estudantil dentro da Cidade Universitária, a partir de critérios legais definidos pelas instâncias legítimas, os manifestantes não abriram mão da sua reivindicação.

Como resultado dessa intransigência, as atividades acadêmicas estão sendo prejudicadas, situação que poderá alterar o calendário acadêmico. Vários professores, servidores e estudantes estão reclamando dos protestos feito pelos manifestantes – interrupção do fluxo de veículos na Avenida dos Portugueses, interrupção da entrada e saída da Cidade Universitária, passeatas, buzinaços e greves de fome-, porque essas atitudes estão prejudicando não somente as aulas, mas também as atividades dos grupos e projetos de pesquisa; dos laboratórios ou de espaços acadêmicos.

Os vários segmentos de professores, servidores e alunos que se reuniram hoje com a administração superior da UFMA reclamaram das atitudes retrógadas do movimento que não quer negociar e disseram que não se sentem representados pelos atuais líderes do movimento. Os professores presentes ao encontro, não apenas repudiaram a atitude intransigente dos líderes, mas também propuseram uma desfiliação em massa da APRUMA que, em vez de trabalhar em prol da categoria, trabalha contra a categoria.

Os presentes ao encontro também repudiaram veementemente a manipulação feita pelo movimento para que os alunos que estavam ou estão em greve de fome continuem com esse comportamento extremo, sem levar em consideração a violência da atitude e as consequências desse gesto para a saúde dos alunos. O estudante universitário Josemiro Oliveira, infelizmente, virou bandeira de briga política dentro do Campus Universitário do Bacanga. Os líderes do movimento alegam a necessidade de ampliar o atendimento a estudantes que necessitam desse tipo de auxílio. Mas, o que pouca gente sabe, é que não há nenhum estudante desamparado, em fila de espera, esperando um lugar para morar. “A UFMA possui editais de fluxo contínuo para que os alunos possam se candidatar a bolsas de permanência mas, não temos demanda reprimida”, explicou a diretora do Núcleo de Assistência Estudantil, Priscila Coimbra.

Segundo o aluno, Diego Márcio Tavares, o que se percebe é que não há perspectiva de diálogo por conta dessa intransigência. Enquanto outros setores do movimento estudantil dentro da Universidade Federal do Maranhão querem avançar nas negociações e, de fato, visam melhorar a assistência estudantil de uma forma mais ampla, alguns poucos estudantes tem tumultuado esse processo. O próprio estudante Josemiro Oliveira já tinha aceitado se alimentar, mas espera até hoje a ordem do comando de greve. Enquanto isso, a greve de fome continua em cima de uma cama de hospital.


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Revisão: Patricia Santos

Lugar: Cidade Universitária do Bacanga
Texto: Ascom
Última alteração em: 05/12/2013 09:51

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