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Histórico

A criação da Universidade Federal do Maranhão remonta a meados dos anos sessenta, reconhecida anteriormente como Fundação Universidade do Maranhão – FUM, instituída pelo Governo Federal, nos termos da Lei n.º 5.152, de 21/10/66, que agregou diversas faculdades isoladas existentes na capital maranhense. Em decorrência do aparecimento desta nova instituição, voltada para o fortalecimento e disseminação do ensino superior, houve a necessidade de incrementar a montagem de bibliotecas que atendessem os alunos e professores dos cursos ofertados.

Em referência às instalações da Biblioteca Central, inicialmente fora em um sobrado na rua 13 de maio e na São João, mais precisamente entre o Museu Histórico e Artístico do Maranhão e a faculdade de Farmácia e Odontologia. Entre as atividades desempenhadas, havia o processamento técnico dos materiais, fase que precedia o envio dos títulos para as bibliotecas especificas de cada curso que ficavam em prédios distintos. Com o fim de abrigar as atividades deste órgão, em menos de dois anos, após início de funcionamento, houve a aquisição de um novo prédio, localizado na rua dos Afogados.

Foi entre 1968 a 1972, na administração do Cônego José Ribamar Carvalho, Reitor da UFMA, que as bases para a implantação efetiva da rede de bibliotecas se consolidaram. Até então, a Biblioteca Central não mantinha com as bibliotecas dos diversos cursos um vínculo sólido de coordenação. Na década de 1970 existiam na UFMA as bibliotecas de Artes, Filosofia e Letras, Direito, Economia, Serviço Social, Medicina, Farmácia, Odontologia e Enfermagem.

Em 14 de novembro de 1972, ainda na gestão do Cônego Jose Ribamar Carvalho, houve a inauguração do primeiro prédio do Campus do Bacanga denominado “Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco”, sendo o primeiro passo de um movimento que se mostrou irreversível: a concentração, naquele local, dos cursos e demais atividades acadêmicas da Universidade Federal do Maranhão. Entretanto, para a Biblioteca Central essa foi uma realidade que demorou um pouco a acontecer. Em 1977, ainda na expectativa de transferência para o Campus do Bacanga, a Biblioteca Central chegou a funcionar em um prédio na Rua de Santaninha.

No decorrer dos anos setenta, à medida que algumas instalações do Campus ficavam prontas, muitos cursos transferiram para lá suas atividades. Em consequência, algo similar ocorreu com algumas bibliotecas setoriais, provocando uma natural diminuição de seu número, pois, quando se processava a transferência de cursos, estes ocupavam espaços muito próximos, o que contribuiu para a fusão de suas bibliotecas.

Outro fator que certamente levou a um processo de coordenação maior entre as bibliotecas dos cursos e a Biblioteca Central, no sentido de dispersão geográfica, foi o fato de a Biblioteca Central concentrar as atividades de aquisição de títulos e processamento técnico.

Vale ressaltar que, ainda nos anos setenta, houve uma importante mudança na implementação do processamento técnico e, até meados daquela década, as obras das áreas médica e tecnológica eram classificadas a partir da Classificação Decimal Universal (CDU), enquanto que nas áreas humanas e sociais vigorava a Classificação Decimal de Dewey (CDD). A partir de 1976 a Biblioteca Central unificou o processo de classificação ao adotar oficialmente a CDU.

No início de 1980, a Biblioteca Central foi finalmente transferida para o Campus do Bacanga, mais precisamente para o Bloco B, da Ala Leste do CEB. As bibliotecas setoriais, que funcionavam no Campus, tiveram seu acervo incorporado à Biblioteca Central.

Sendo importante órgão da Universidade Federal do Maranhão, as atividades da Biblioteca Central passaram a ser regidas por um documento aprovado em 1984 cujo Art. 1º estabelece que a Biblioteca Central é um órgão subordinado à Coordenadoria dos Órgãos Suplementares (CORSUP).  E, no Art. 6º, a composição da Biblioteca Central, se constitui da seguinte forma: Diretoria, Comissão Consultiva, Secretaria, Serviço de Controle e Formação do Acervo, Serviço de Processos Técnicos, Serviços de Informações Bibliográficas, Serviço de Materiais Especiais e Serviço de Apoio.

Nos anos iniciais da década de noventa, além da Biblioteca Central havia as setoriais: de Medicina e Ciências Biológicas, de Farmácia e Odontologia, de Enfermagem, e ainda a do Campus de Imperatriz e do Colégio Universitário. Hoje, o Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB) conta, além da Biblioteca Central, com dezessete setoriais, localizadas no próprio Campus do Bacanga, no centro de São Luís e nos municípios de Bacabal, Balsas, Chapadinha, Codó, Grajaú, Imperatriz, Pinheiro e São Bernardo.

Em seguida, com os investimentos realizados na criação de programas de Pós-Graduação Stricto Sensu, houve uma nova fase de expansão. Em 1993 foi criada a Biblioteca Setorial de Pós-Graduação em Ciências Sociais, voltada, principalmente, para os cursos de Mestrado em Educação e Políticas Públicas. Já em 1995 passou a funcionar a Biblioteca de Ciências Exatas e Tecnologia, tendo em vista o atendimento ao curso de Mestrado em Química e aos cursos de Mestrado e Doutorado em Engenharia Elétrica.

Ainda no ano de 1993, a comunidade acadêmica presenciou a reativação do Sistema Automatizado da Biblioteca Central (SAB), que tornou viável a pesquisa, por meio de diversos terminais, do acervo disponível nas bibliotecas mantidas pela Universidade Federal do Maranhão. Nessa mesma época, a UFMA foi sede da 47ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), um dos maiores eventos científicos do país.

A Biblioteca Central, num esforço para oferecer melhores serviços e comodidade e aos seus usuários, teve o seu espaço físico praticamente duplicado. Assim, em 1996 surgiram mais duas bibliotecas setoriais: uma para atender ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde e a  outra foi a biblioteca do Fórum Universitário Professor Fernando Perdigão, voltada para os acadêmicos de Direito.

A partir de 2004, as bibliotecas da UFMA são denominadas oficialmente como Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB), tendo evoluído à medida em que procura compatibilizar sua organização à política de modernização da Universidade.

Em outubro de 2012, com o objetivo de dinamizar os serviços oferecidos, o NIB, contando com o suporte técnico do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), implantou um novo sistema de circulação de materiais informacionais. O mesmo concentra diversas atividades, como empréstimo, devolução, renovação, consulta ao acervo, reserva, declaração de quitação, entre outros.

A mudança foi significativa, já que o sistema pode ser acessado via internet, por meio do SIGAA, trazendo ao usuário maior rapidez e comodidade em vários aspectos, a exemplo dos serviços de reserva de materiais ou de renovação de empréstimos.

Dentro da premissa de disponibilizar maior espaço e comodidade aos usuários e oferecer melhor acomodação dos materiais sob sua guarda, a Biblioteca Central passará por uma nova transferência de sede, após mais de trinta anos de instalação no Campus do Bacanga. Ainda que esta mudança não represente uma alteração completa de endereço, o novo prédio está sendo construído próximo ao portão de entrada do próprio Campus.

A expectativa é que a Biblioteca Central passe a oferecer um atendimento dinâmico e moderno aos seus usuários, com ênfase na acessibilidade e em serviços que privilegiem itens como rapidez e autonomia, oferecendo terminais de autoatendimento para empréstimo, devolução e renovação de títulos, por exemplo.

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