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Alunos e docentes apresentam resultados no "Ciência na Rua", ato em defesa da educação

Publicado em: 30/05/2019

SÃO LUÍS - Estudantes e professores da Universidade Federal do Maranhão, Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e Instituto Federal do Maranhão (IFMA), além de equipes das redes estadual e municipal, estiveram na manhã de hoje, na Praça Deodoro, realizando a mostra científica “Ciência na Rua”, com exposição de resultados de pesquisas e investigações em andamento realizadas para demonstrar à população a relevância e os ganhos obtidos do investimento em educação pública. No Brasil, 90% das pesquisas são feitas em universidades e institutos públicos, segundo levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo.

Na ocasião, também foram feitos lançamentos de livros e prestados serviços à população, como aferição de pressão arterial e plantão psicológico por discentes e docentes do curso de Enfermagem da UFMA, além do carro Ciência Móvel, do Laboratório de Divulgação Científica Ilha da Ciência, pesquisadores do Colégio Universitário, a seção sindical da Apruma – Seção Sindical do Andes-SN e diversos alunos de cursos de graduação da UFMA expondo os resultados de pesquisas por meio de banners.

A reitora Nair Portela exaltou a importância dos investimentos educacionais na construção e desenvolvimento de toda a economia, cultura e sociedade brasileiras. “A mobilização nacional reforça que investir em educação é apostar no futuro do país, fortalecendo o desenvolvimento social, cultural, tecnológico e humano”, declarou.

À tarde, haverá concentração a partir das 15h, em frente à Biblioteca Pública Benedito Leite, para mais um ato em defesa da educação pública, que sairá da Praça Deodoro em direção à Praia Grande, com presença de alunos técnicos e professores da UFMA, IFMA e UEMA, além atos em cidades como Imperatriz, Bacabal, São Bernardo.

Saiba mais

A Universidade Federal do Maranhão será fortemente impactada pelos cortes impostos pelo Governo Federal, conforme explanou a reitora Nair Portela em entrevista coletiva do dia 16 de maio. Ela explicou, na ocasião, que o contingenciamento de 30% das verbas destinadas às instituições federais anunciado pelo Ministério da Educação no fim de abril corresponde a aproximadamente 27 milhões do dinheiro destinado ao custeio e capital da UFMA, impactando investimentos destinados à manutenção, obras, aquisição de equipamentos, entre outros.

Ao longo de uma década, a Universidade Federal do Maranhão passou por um processo de expansão que possibilitou receber, por meio do Enem e SiSU, mais que o dobro do número de estudantes em relação ao ano de 2008, quando os recursos gastos atingiram a ordem de R$ 58 milhões em custeio e capital e havia apenas quatro câmpus.

Com os investimentos e arrecadações crescentes — saindo de R$ 83 milhões em 2009 para 175 milhões executados em 2013, além da construção de mais cinco câmpus em todas as regiões do Maranhão — foi possível para a instituição manter em pleno funcionamento as atividades administrativas e de ensino, pesquisa e extensão. Porém, a partir de 2014, UFMA recebeu cada vez menos verbas por ano, até chegar a uma queda acentuada de recursos executados em 2015, na ordem de R$ 114 milhões.

Com o novo cenário, a Universidade teve que adequar sua previsão orçamentária ano a ano — em 2016, R$ 106 milhões gastos, em 2017, R$ 84 milhões liberados e executados — até chegar à realidade muito próxima de 2008 para os dias atuais: a previsão orçamentária divulgada pelo Governo Federal no final de 2018 apontava liberação de apenas R$ 57 milhões aproximadamente para 2019. E ficou pior.

A UFMA entrou o ano já com o anúncio de bloqueio de 50% nos recursos de capital, na ordem de R$ 1,5 milhão. Em março, emendas parlamentares na casa de R$ 7,2 milhões que viriam para a Universidade para a finalização de obras e outros custeios foram bloqueados. E, dos R$ 57 milhões orçados para este ano, foram cortados aproximadamente R$ 27 milhões, além de R$ 8,7 milhões da arrecadação própria da Universidade — depositados nas contas da União — que foram impedidos de serem utilizados pela instituição. Como manter uma universidade nesta realidade?

“O recurso destinado ao pagamento de pessoal está mantido, que corresponde a 82% do orçamento total da UFMA. Quanto aos cortes, nós realmente esperamos que não aconteça, porque vai causar uma convulsão social já que são muitas universidades que correm o risco de não funcionar no segundo semestre”, declarou a reitora, durante a entrevista coletiva.


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Fotos: Apruma - Seção Sindical do Andes-SN
Lugar: Cidade Universitária Dom Delgado
Texto: Ascom
Fonte: Apruma - Seção Sindical do Andes-SN
Última alteração em: 30/05/2019 12:48

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