"Há correspondência da gramática de Língua Portuguesa na Libras?", questiona evento de Letras-Libras
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"Há correspondência da gramática de Língua Portuguesa na Libras?", questiona evento de Letras-Libras

Publicado em: 08/11/2018

SÃO LUÍS – Sancionada em 2002, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é um sistema linguístico de natureza visual motora com estrutura gramatical própria, utilizada por comunidades surdas. Buscando proporcionar uma visão interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar dos aspectos semânticos dessa língua jovem, o Grupo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Linguística e Línguas de Sinais da UFMA realizou a I Jornada do Curso de Letras-Libras na quarta, 7.

A programação da Jornada foi composta por mesa-redonda e comunicações orais e, segundo a coordenadora do evento, Teresa Lafontaine, contou ainda, com a participação dos professores da UFMA que ministram disciplinas, nesse semestre, no curso de Letras-Libras, que suspenderam as aulas em sala e levaram os estudantes para contribuir com as discussões no evento.

Lafontaine destacou que a Jornada se propôs a discutir a necessidade de compreender a Libras dentro de sua estrutura gramatical.

“Surgiu a necessidade de colocar a Libras dentro da matriz curricular como disciplina nos cursos de licenciatura e da saúde da fonoaudiologia, e, hoje, vemos que ela perde caráter de optativa para ser obrigatória nos outros cursos, inclusive nos cursos de bacharelado. Temos urgência de abordar a temática, porque, no próximo semestre, já teremos, então, dois alunos habilitados para que, dentro das escolas, atuem como professores de Libras. No entanto nos perguntamos: quando o professor se deparar com a gramática, será que encontramos todos esses níveis gramaticais  fonologia, morfologia, semântica, pragmática e sintaxe  na Libras?”, questionou a coordenadora.

Com essa aula aberta, o objetivo foi sanar questionamentos presentes na gramática de Libras. “O evento foi pensado na tentativa de explicar e preencher essas lacunas, nos preocupando com aspectos que vão além da sinalização na língua de sinais, porque queremos a difusão e propagação do sistema linguístico de natureza visual motora, ressignificando nossos conceitos a respeito da gramática na língua de sinais”, completou Teresa.

O estudante do segundo período do curso de Letras-Libras Felipe Moreira destacou a importância de conhecer as especificidades da Libras. “Há muito que se reconhecer na língua, pois ela está se construindo. Dessa forma, essa palestra nos oportuniza conhecer a gramática de outras línguas e reconhecer que também há representação na língua de sinais, mas com suas especificidades. Precisamos compreender que a Libras não é uma língua universal, e necessitamos pontuar os significados e significantes da língua, pois ela possui regras assim como qualquer outra”, pontuou.

Oseias Santos, do sexto período de Letras-Libras, que apresentou o trabalho “Estudos semânticos aplicados a Libras: a sinonímia”, pontuou a dificuldade de encontrar literatura na área que leva ao entendimento a respeito da questão da gramática da língua de sinais.

“Esses estudos são recentes e não têm pesquisas aprofundadas, então é importante estudarmos a própria comunidade de falantes aqui do Maranhão para pesquisar e tentar compreender como se forma esses sinais, as característica, como funciona as sinonímias em libras e quais seriam suas especificidades, ou seja, se ela se assemelha a língua portuguesa, porque é de suma importância tentar entender a língua em seus vários contextos, tanto no contexto formal e informal, quanto no contexto de uso”, explicou o discente.

A professora Teresa Lafontaine contou que pretende lançar à sociedade maranhense um livro científico, fruto das pesquisas do Grupo de Estudos, com ênfase na gramática de língua de sinais.

 


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Produção: Marcos Paulo
Revisão: Jáder Cavalcante
Fotos: Sansão Hortegal
Lugar: Cidade Universitária Dom Delgado
Texto: Maiara Pacheco
Última alteração em: 12/11/2018 10:37

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