MCTIC: Pesquisadores alertam para o colapso da biodiversidade global Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Início do conteúdo da página

MCTIC: Pesquisadores alertam para o colapso da biodiversidade global

Estudo publicado na revista Nature ressalta que 3/4 de todas as espécies do planeta estão nos ecossistemas tropicais

Publicado em: 10/08/2018

Um artigo publicado na revista Nature indica que apenas medidas urgentes podem reverter a perda de espécies nos ecossistemas tropicais, que concentram mais de 3/4 de todas as espécies do planeta, incluindo aves e corais. Segundo o estudo, realizado por pesquisadores de instituições de oito países, incluído o Museu Goeldi, os trópicos ocupam apenas 40% do planeta. Contudo, abrigam mais de 90% das espécies de aves existentes. A maioria dessas espécies não é encontrada em nenhum outro lugar, e milhares de outras ainda são desconhecidas da ciência.

“No atual ritmo de descrição de novas espécies – em torno de 20 mil por ano – podemos estimar mais 300 anos para catalogar a biodiversidade do planeta”, afirma a pesquisadora Cecília Gontijo Legal, do Museu Goeldi.

Junto com uma equipe de cientistas do Brasil, África do Sul, Austrália, China, Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Suécia, ela é uma das autoras do estudo – primeira síntese detalhada do estado dos ecossistemas tropicais mais diversos do planeta: florestas, savanas, lagos e rios e recifes de corais.

Pressões e florestas silenciosas

Em todos os ecossistemas tropicais, muitas espécies são ameaçadas duplamente por pressões humanas. A pesca predatória ou a extração seletiva de madeira, que privilegia espécies de alto valor comercial, causando a degradação de extensas áreas, são alguns exemplos. As ameaças se agravam quando se considera o impacto dos fenômenos climáticos de larga escala, como secas e ondas de calor.

De acordo com o ornitologista Alexander Lees, da Universidade Metropolitana de Manchester (Reino Unido), a captura massiva de animais selvagens ilegalmente traficados resultou na perda anual de milhões de indivíduos de espécies conhecidas, como o bicudo (Sporophila maximiliani), o bicudinho (Sporophila crassirostris), o cardeal-amarelo (Gubernatrix cristata) e o pintassilgo-do-nordeste (Spinus yarrelli).

“A captura massiva também afetou muitas outras espécies sobre as quais pouco sabemos. Várias espécies de pequenas aves cantoras estão em risco iminente de extinção global, por exemplo. Por conta disso, as florestas tropicais onde vivem estão cada vez mais silenciosas”, alerta Lees.

Humanidade afetada

O pesquisador Jos Barlow, da Universidade de Lancaster (Reino Unido), lembra que a degradação dos ecossistemas tropicais ameaça também o bem-estar de milhões de pessoas em todo o planeta. “Embora cubram apenas 0,1% da superfície do oceano, os recifes de corais fornecem recursos pesqueiros e proteção costeira para 200 milhões de pessoas. Da mesma forma, florestas e savanas tropicais armazenam 40% de todo o carbono encontrado na biosfera terrestre e são determinantes para a ocorrência de chuvas em algumas das regiões agrícolas mais importantes do planeta”, ressalta.

Soluções

Além de qualificar um problema de escala global, o estudo também aponta ações necessárias para recuperar e proteger esses ecossistemas vitais. “Esses ambientes têm sido o lar e o refúgio da esmagadora maioria da biodiversidade da Terra por milhões de anos. Em países como o Brasil, boa parte da solução passa por fortalecer as instituições de pesquisa nos trópicos. Apesar de algumas exceções notáveis, a grande maioria dos dados e pesquisas relacionados à biodiversidade está concentrada em países desenvolvidos e não tropicais”, afirma a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental.

Rede Amazônia Sustentável

Os autores do estudo fazem parte da Rede Amazônia Sustentável (RAS), formada por cientistas de dezenas de instituições do Brasil e do exterior, sob a liderança da Embrapa Amazônia Oriental, Museu Paraense Emílio Goeldi, Universidade de Lancaster (Reino Unido) e Instituto Ambiental de Estocolmo (Suécia).


Quer ver uma iniciativa bacana do seu curso divulgada na página oficial da UFMA? Envie informações à Ascom por WhatsApp (98) 98408-8434.
Siga a UFMA nas redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram, YouTube e RadioTube


Texto: ASCOM do MICTIC
Fonte: ASCOM do MICTIC
Última alteração em: 10/08/2018 08:28

Mais opções
Copiar url

Outras notícias

12/12/2018

11:11

Pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da UFMA ascende ao cargo de professor titular SÃO LUÍS - O Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação e também docente do Departamento de Engenharia Elétrica da UFMA,...

10/12/2018

10:07

XXX edição do SEMIC será realizada no campus Chapadinha nos dias 04 e 05 de dezembro CHAPADINHA - Nos dias 11 e 12 de dezembro o Seminário de Iniciação Científica - SEMIC - será realizado no...

10/12/2018

10:00

Confira lista de premiados no XXX SEMIC do polo Imperatriz IMPERATRIZ - Nos dias 04 e 05 de dezembro foi realizado o Seminário de Iniciação Científica (SEMIC) do campus de...

04/12/2018

00:00

Pró-reitor da PPPGI participa de conferência dos Institutos Confúcio na China O pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, Allan Kardec Barros, participa agora da Conferência dos Institutos Confúcio na cidade de...

03/12/2018

11:35

Campus de Imperatriz sediará o XXX SEMIC nos dias 04 e 05 de dezembro IMPERATRIZ- Nos dias 04 e 05 de dezembro será realizada a XXX edição do Seminário de Iniciação Científica (SEMIC) no...
Fim do conteúdo da sessão